quarta-feira, 29 de agosto de 2012

tempo na agulha

O tempo passou nos fios que percorrem o tecido entre meus dedos...e o bordado mostrou o quintal da infância num desejo de ficçãoe  fantasia.
E cada detalhe ocupou a lembrança transformando o tecido com a nova mensagem...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Autores sem face, exposição sem vernissage, arte sem limites...


A abertura do espaço on line para exposição e expressão da arte,  gerou novos paradigmas da exposição artísitica. 

O convencional salão de artes, com seus glamourosos paineis e cartazes, com o tradicional curador e a vernissage, ficou guardado na memória de tantos artistas que não conseguiram fazer parte dessa festa.

A fotografia ganhou lugar de destaque nesse novo ambiente pois é atraves dela que a obra se mostra.  

Fotografar a peça de arte  tornou-se uma habilidade necessária ao artista de todas as linguagens e expressão.

O detalhamento possibilitado pelos recortes da imagem e seus zoons,  permite apresentar ao expectador faces da obra que, diante dela, não se obtém.


Assim temos uma nova abordagem de exposição da arte, fazendo surgir com ela, também um novo admirador. Não mais aquele que percorre os salões de arte, mas navega nos corredores do ciberespaço em busca do belo e seus milhares de autores sem face.

A vernissage agora é permanente
O salão de arte: blog, o facebock, o flick e outros espaços, abertos gratüitamente
é a nova era da arte sem limites territoriais
sem cartazes nas praças e na frente dos teatros
sem curador
sem catálogo
sem porteiro e bilheteria
sem lugar físico
sem face
no espaço

quinta-feira, 31 de março de 2011

Babel, bordar, brincar...




Esta babel
em que vivemos
nos toma o tempo
o lugar
o invento

Nos faz correr
nos faz, sem tempo
de soletrar
e de brindar
contento 

Esta babel
que somos nós
fez o brincar
perder
seu tempo

Mas ao correr atrás do vento
Vejo o luar de aquarela
Vejo uma caixa e dentro nela
Tecidos, fios, cores, janelas

Vejo os amantes presos  na tela
E nas florinhas as libelulas
No meu  bordado voam moréias


E na babel do pensamento
ecoam o dom,  tom,  talento
enquanto agulha, tecido e fio
dançando rebordam o tempo!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Razão e sensibilidade

RAZÃO E SENSIBILIDADE traduz o embate revelado nos diálogos e atitudes que se materializam no  bordado e  aquarela em tecido, criando, na identidade de árvores e pássaros, esse contraponto.

Cores opostas, idéias contrárias, sentimentos expressos nas mais variadas formas descortinam-se  nesse meu último bordado.

Razão e Sensibilidade, a inspiração desse trabalho  existe . Trata-se de um homem e uma mulher que viraram árvores e pássaros na convivência contraditória de suas florestas pessoais.

Sobre o bordado:
As linhas utilizadas são tingidas fio a fio numa arte desenvolvida por Lúcia Schwery, divulgada e aplicada pela Jacirema Ferreira em alguns de seus bordados e  nas aulas práticas que realiza em seu ateliê e outros espaços.

Esse recurso criado pela Lúcia nos oferece uma nova perspectiva para os matizados e as criações que buscamos, ao transformar e redirecionar os efeitos da mistura de cores dos fios. Ultrapassa o paradigma das linhas industrialmente coloridas criando o mesclado de nuances das cores.

Parabenizo a Lúcia pela iniciativa original e atitude de pesquisa.
Parabenizo a Jacirema pelo engajamento na prática do bordado,  que se confirma na pesquisa pelas inovações e suas aplicações, e incansável divulgação no meio artístico.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Passarinhos

Manoel de Barros entre tantas criações literárias poéticas, nos deu conhecer "Passarinhos sei de cor"
Mergulhamos nesse mundo de avezinhas com almas sutis, capazes de misturar os sentimentos humano, fazendo  gente virar pássaro na aventura de conhecer seus voos. Ensaiamos  versos inspirados nos passarinhos que viajam nas poesias.
Misturamos técnicas de desenho e pintura com a tecnologia do software paint numa releitura da criação.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Van Gogh, eu e eles: Os girassóis.

Estavam lá a espera de inspiração
Em algum lugar no museu de Van Gogh
Sobre a toalha de linho da anfitriã
A espera do amor impossível
Naquela fria e longínqua manhã
enquanto eu...perdida nas trilhas da inspiração
Na manhã que aquecia a dor da razão
Quando então captada por doce emoção
Girassóis multicores em ocres dourados
Povoaram-me a mente pulsando o coração. 
Rodeei com o olhar suas linhas seus elos 
Tateei o tecido e os fios no acervo de cores
Evoquei a Van Gogh seu dom seus amores
Registrados na tela em girassóis  amarelos
Transformei o tecido de linho claro
Aquarela, grafite, agulhas, riscado
Fios coloridos,  mágico bailado
Ressurgem eles: girassóis eternizados
Vinculam-me a ele Van Gogh consagrado
E seus girassóis no meu novo bordado.

Saudade em vigília

Está chegando o aniversário da partida
Preparo a alma que revive a despedida
Tracejo linhas que demarcam nossas vidas
Escrevo um verso e suavizo a dor  sentida
poucas palavras
roucas palavras
ocas palavras
garganta atatada
nó sem gravata
brilho sem festa
manhã gelada
tarde esperada
noite sem nada
E eu com saudades das mãos e do olhar esverdeado e brilhante de meu Pai.-
manhã gelada...
terapias sem lógica...
frio sem propósito...
dor sem relógio ...
transfusão sem saída
tristeza sem medida
saudade espremida
olhar afogado e sem prisma
saudade doída...
Doida saudade em vigília
Constante vigília...